E todos os dias quando ela, de manhã cedo, ia, ainda morrinhenta da cama, preparar o café matinal da família, ia toda envolvida num nevoeiro de sonhos, sonhados durante um demorado dormir de oito horas a fio. Por vezes - lá na cozinha, só, vigiando pacientemente a água que fervia ao lhe chegarem às reminiscências deles em tumulto, juntas, borbulhava-lhe nos lábios uma interjetiva qualquer, eco desconexo do muito que lhe falavam por dentro.
De quando em quando, sofreando um gesto glorioso de satisfação, dizia - é ele - e isso de leve traduzia a grande carícia que lhe era dado
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