Você já parou para pensar o quanto a cor da roupa que você usa está diretamente ligada ao seu humor? Ou por que a cor das paredes da sua casa pode aumentar ou diminuir o tamanho dos cômodos? Não? Pois então olhe ao seu redor. Tente perceber a influência das cores no seu dia-a-dia. Parece fácil, não? Pois é, mas as cores têm muito mais influência no cotidiano de cada um do que se pode imaginar. Elas são fundamentais até mesmo na cura das mais variadas disfunções orgânicas.
Por todas as influências que exercem no ser humano, as cores acabam sendo, muitas vezes, erroneamente classificadas. Existem três ciências que estudam as cores sob diferentes vertentes. A mais conhecida delas e também a que mais exerce influência no ser humano é a Cromoterapia. Essa ciência energética tem a capacidade de estabelecer a cura através das cores e está fundamentada em outras três ciências: a medicina, pelo poder da cura; a física, pelas transformações da energia; e a bioenergética, pela análise da energia vital.
As outras duas ciências que estudam as cores são a Cromosofia e a Cromologia. A que está mais ao alcance das pessoas, mesmo que indiretamente, é a Cromosofia, pois estuda a influência das cores no ser humano através do uso de roupas ou de ambientes. A interferência no ambiente é tão sutil que na maioria das vezes passa despercebida. Porém, vamos aos exemplos práticos de como as cores atuam no bem-estar de um indivíduo. Pesquisas mostram o efeito de cores específicas dentro de hospitais. O azul-claro, nas salas de conferência, facilita uma melhor comunicação nas reuniões, já o rosa-pink em clínicas psiquiátricas acalma os pacientes. Os estudos são comprovados e a eficácia garantida. Por isso, se você entrar em um hospital, consultório, escola, ou qualquer outro lugar público preste atenção nestes detalhes. Determinadas cores podem lhe trazer bem ou mal-estar, confiança ou medo, certeza ou incerteza, prazer ou desprazer. Perceba as sensações que o ambiente lhe proporciona e interaja com ele, pois esta é uma maneira de você aceitar ou não a energia que o espaço lhe oferece.
A Cromologia, outra vertente no estudo das cores, é o estudo físico das mesmas, ou seja, de suas características técnicas, como o seu comprimento de onda, a sua frequência, entre outras particularidades. Esse é um estudo da cor baseado em fenômenos físicos e visíveis.
É preciso ficar atento para distinguir essas ciências, pois não seria correto dizer que a sua dor de cabeça melhora com a cor da roupa que você usa. É preciso entender cada uma delas, em especial a Cromoterapia, para saber quais são os seus benefícios.
Você deve estar perguntando: mas como as cores trabalham a favor do ser humano?
A ideia é bem simples e eficiente. As cores são aplicadas de maneira a enviar energia luminosa e vibração para o campo celular, ativando-o e, consequentemente, reativando o órgão ou o sistema em disfunção orgânica.
Ao mesmo tempo que a Cromoterapia é uma ciência simples aos olhos do leigo, se mal utilizada ela pode gerar graves consequências, por isso, antes de se contagiar por esta técnica alternativa de cura através das cores, procure profissionais habilitados para executá-la.
A ORIGEM DA CROMOTERAPIA
Quem pensa que a Cromoterapia ou Ciências das Cores é uma técnica recente está enganado! Esse estudo, que conquista cada vez mais adeptos, pode ser considerado um dos primeiros métodos terapêuticos utilizados pelo homem.
Para se ter uma ideia da sua importância é preciso levar em consideração todas as circunstâncias nas quais o homem estava submetido desde os mais primórdios tempos. O seu sistema imunológico era ativado ao máximo para que a cicatrização fosse rápida e, com isso, a infecção dos ferimentos fosse evitada.
A Cromoterapia era usada para a cura e o equilíbrio do corpo mesmo inconscientemente, pois as sete cores do espectro solar (vermelho, laranja, amarelo, verde azul, anil e violeta) utilizadas pela Cromoterapia eram emitidas através da radiação solar.
O uso das cores com o verdadeiro intuito de estabelecer a cura para os mais diversos males foi feito através de sacerdotes-médicos, no antigo Egito; de filósofos-médicos, na Grécia e de filósofos e médicos, na Índia e China. Assim como a Fitoterapia e a Hidroterapia, a Cromoterapia surgiu do desejo do homem de obter a cura. Desta maneira, não seria errado afirmar que os países precursores da Cromoterapia foram Egito, Grécia, Índia e China, locais de reconhecida sabedoria milenar.
FONTE DE CURA DO TODO
Para assimilar a influência das cores no bem-estar de uma pessoa, é preciso entender que o homem não é formado apenas por um corpo físico, mas por muitos. A filosofia oriental defende o princípio de que o homem é formado por sete corpos, os egípcios acreditam que sejam nove, mas o que se deve ter em mente é que existem, pelo menos, três corpos físicos: o físico, o energético e o espiritual.
O corpo físico é o material, ou seja, aquele constituído por ossos, músculos, nervos, pele e por todos os órgãos que formam a estrutura humana. O corpo espiritual é o imaterial, o todo luminoso que comanda o físico e o energético. O mais sutil, que é o constituído pela energia cósmica, é o espiritual. O corpo espiritual recebe variadas denominações, entre elas, Bioplásmico, segundo uma pesquisa russa; Bioenergético, segundo estudos norte-americanos e Duplo-Etérico ou Etérico, como caracterizam as ciências esotéricas. O que se deve ter em mente é que o corpo energético é aquele que contém o campo de força do indivíduo. É através desse corpo que acontecem as manifestações eletromagnéticas, consequência das reações químicas do organismo.
Ao conjunto formado pelos corpos físico, energético e espiritual se dá o nome de aura. A aura, também denominada halo energético, é percebida pelo colorido que emana do corpo bioplasmático circundando o corpo físico em forma de ovóide. Ela é uma reflexo das condições peculiares do ser, ou seja, mostra o seu caráter, os seus pensamentos, os sentimentos, as virtudes, os defeitos morais, assim como o estado de saúde e de doença.
De uma maneira geral, esse halo energético é formado por três partes: o campo estável, a faixa ondulante e as estrias curtas. O campo estável indica os elementos permanentes como o caráter da pessoa e o seu grau de espiritualidade; já a faixa ondulante indica o comportamento da pessoa diante das interferências externas e as estrias curtas cintilantes ou radiações luminosas indicam as reações momentâneas.
Assim, os pensamentos e moções do momento serão observados através das estrias curtas e quando esses desejos se tornam permanentes, eles serão caracterizados na parte fixa da aura, em forma de estrias longas.
Mas como enxergar essas reações se elas são emitidas pelo corpo bioplasmático, ou seja, o corpo que não é visível? Caso essa pergunta tenha surgido ao longo da descrição das reações da aura, não se preocupe. Essa indagação foi, sem dúvida, o estímulo para os criadores do que chamamos foto kirlian ou foto-aura, que é o retrato dos campos energéticos do ser humano.
O casal russo Valentina e Semyon Davidovitch Kirlian, iniciou a pesquisa em 1939 que resultou em uma máquina especial de catodo e anodo, com a capacidade de retratar o halo energético que circunda a periferia do corpo físico, ou seja, a aura.
Essas experiências foram difundidas para o mundo somente a partir da década de 60.
Para se obter a foto-aura, o casal utilizou uma película fotossensível submetida à ação de um campo eletromagnético de radiofrequência que deveria captar um nível mínimo de intensidade de campo, com frequência variando entre 75 e 200 KHz.
A princípio, a foto kirlian era obtida de corpo inteiro, mas o custo deste processo era altíssimo. Com o tempo, os pesquisadores perceberam que os resultados das fotos de diversas partes do corpo eram as mesmas da foto de corpo inteiro no que se referia às cores e principais detalhes. Atualmente, fotografa-se somente a ponta dos dedos, sendo que cada um deles fornece a informação relativa a determinado órgão e sistema do organismo.
Os órgãos são evidenciados na Cromoterapia e em outras técnicas alternativas sob o nome de chakras ou vórtices de energia. Essa palavra de origem sânscrita significa roda ou disco.
Os chakras são centros magnéticos vitais que envolvem o corpo etérico e que têm a capacidade de captar e expulsar as energias. Recebem outras denominações, entre elas, centros de força e pontos de conexão, pois são os canais por onde a energia vital flui do homem. O tamanho de um chakra depende do desenvolvimento espiritual e da vibração que cada um emite. Em pessoas mais evoluídas espiritualmente o diâmetro de um chakra pode atingir até vinte centímetros e sua cor será suave, quase translúcida, com um brilho irradiante. Já os chakras de pessoas com energia mais "pesada" têm tamanho pequeno, cores indefinidas e escuras e bastante opacas.
Cada chakra tem cor característica, variando de tonalidade em função do estado biopsicoenergético do indivíduo. Quando uma pessoa está passando por uma perturbação mental ou física ela costuma perder energia. Essa perda é detectada através do chakra e é por intermédio dele que se dá a recuperação do corpo físico. Dados históricos mostram que os hindus comparavam os chakras à forma das flores de lótus, por isso é comum falar da cor de cada chakra e do seu número de pétalas.
Embora existam 21 vórtices de energia ou chakras, os sete principais são: o básico ou genital, o esplênico, o solar ou da força, o cardíaco, o laríngeo, o visual e o coronário. Além desses vórtices, há um vórtice diferenciado que é o estelar.
OS CHAKRAS
Cada vórtice